terça-feira, maio 16, 2006

A minha tia Rita, que nem sequer se chamava Rita

Passados alguns dias de lhe nascer a 5º criança (dos sete filhos que teve), o meu avô Joaquim, dirigiu-se à sacristia da Igreja de Almalaguês, para a registar com o nome de Rita e dar-lhe como madrinha, a Santa homónima. Este procedimento era muito comum, naquele tempo, sobretudo nas aldeias. O pároco local (um democrata, respeitador da vontade dos paroquianos!), não gostou do nome e sem dizer nada ao meu avô registou-a com o nome de Conceição. Ignorando este facto, toda a gente lhe chamava Rita. Só se ficou a saber o nome de registo, quando se quis casar e pediu uma certidão de nascimento. Foi um drama - naquela data e filha daqueles pais, não constava nenhuma Rita: havia tão somente uma Conceição. Ultrapassada a situação com a surpresa que lhe é devida, lá se casou e lá teve os seus 5 filhos, mas foi sempre conhecida como Rita. Nunca ninguém lhe chamou outra coisa e depois de morrer, a junta de freguesia, colocou uma placa toponímia identificando a casa e o beco onde viveu. O meu avô teria gostado disto.

6 Comments:

Blogger Rui Coutinho said...

Donde se conclui que os nomes são como os chapéus.
E padre terá sido baptizado de Cabrão sem nunca o saber?

11:15 da manhã  
Blogger frosado said...

eh! eh! eh! amigo, vais ser excomungado...

11:32 da manhã  
Blogger Caiê said...

Esta história é fenomenal! :)

11:56 da manhã  
Blogger Maria Silva said...

É muito gira!

9:09 da tarde  
Blogger cardeal patriarca said...

Não vai haver excomunhão nenhuma.

É Rita e pronto - pronto não: É Ti Rita e nisto, também tenho algum sentido estético, o Ti faz toda a diferença.

Era tia, de todos, também da Senhora D. Fátima, portanto uma mulher de bem e que fez bem.

9:58 da tarde  
Blogger frosado said...

Maracujá, vê lá tu bem o que não vale um destacado membro da Igreja? Não serás excomungado!

10:34 da manhã  

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