quarta-feira, fevereiro 15, 2006
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6 Comments:
Fátima:
O governo passa, olimpicamente, ao lado deste problema. Classifica-o de "estrutural". Como se não tivessem de resolver os problemas estruturais.
Quanto às assimetrias do desemprego - nomeadamente em relação às mulheres - era necessário criar a uma abertura
social e laboral para facilitar a conciliação entre a vida profissional e familair.
Quanto aos jovens, estes necessitam de trabalhar para se sentirem membros da sociedade e acreditarem no futuro. Para isso era necessário a intervenção do poder político, mas...
a globalização não permite (com as sacrossantas regras do mercado).
Em Portugal, o Estado não tem promovido a educação, a pesquisa, a inovação, a criação de empresas, etc. Em vez disso, propõe um "choque tecnológico" sem contornos definidos e, revencialmente, ajoelhamo-nos ao Bill Gates. O desemprego passa a ser - para o governo - uma fatalidade, ou pior, uma banalidade que, um dia, o milagre económico há-de debelar.
Neste interim, os ferozes adeptos da "sociedade civil" clamam por menos Estado... e a procissão vai andando.
Finalmente, convém recordar que nas regiões onde o Estado é preponderante - Madeira e Açores - a taxa de desemprego é de 2,5 %.
Mas isso são outras assimetrias...
para além das mencionadas para as mulheres!
JD
Quanto à pensão que Fatinha de Felgueiras usufruiu no Brasil como fugida à justiça, só restará ao Minitério Público, perante esta denúncia pública, investigar a Caixa de Aposentações e constituir arguido(s) o(s) responsável(is) que se revelaram irresponsáveis quanto à utilização de dinheiros públicos.
Já agora um alvitre: não conviria perante o anunciado colapso da Segurança Social (apesar de ter dado lucro este ano os políticos degaldiam-se quanto à previsão do ano em que ocorrerá), fazer uma auditoria ao seu instituto de gestão financeira?
O teu/nosso desemprego navega nas águas do Plagiadíssimo.
Passa por lá e fica bem.
p.s.
Ilustrei o teu post.
Não posso mesmo resistir.
Apesar de me terem apagado dois comments neste blogue - embora a Senhora D.Fátima me tivesse afirmado antes - quando o blogue esteve marado - que só tinha apagado na vida 2 comments por conterem asneiredo e coisas assim -não posso resistir a comentar aqui o longo escrito do JD(não ID).
Quer queiramos ou não, o desenvolvimento acarinha os aptos e despeja os inaptos. A fase económica de empresas moribundas, a subsídios do Estado, sabendo nós que o fim está ao virar da esquina, não podia continuar. A limpeza do tecido empresarial português é uma necessidade estrutural.
Naturalmente com desemprego. Não foi com mais de 12% de desemprego e actualmente com mais de 10% que a Espanha se desenvolveu. Não é com a renovação das empresas que são incorporadas as novas tecnologias.
Pronto, já descarreguei.
E já agora quem é que se ajoelhou aos pés do Bill Gates ? Isso é uma heresia ouviu ? Só lhe deram uma medalha e um santinho, para ele levar para a Califórnia, enquanto ele faz formação a alguns portugueses para vender software ao Estado. Somos tão tansos !
Só consigo escrever: É vergonhoso !
O Eminentíssimo Cardeal Patriarca parece-me defender o darwinismo em termos de economia. Isto é, a selecção natural que realiza seu escrutínio - dia a dia, hora a hora - pelo mundo, de qualquer variação (mesmo as sutis) rejeitando aquelas que são ruins e preservando e fazendo prosperar todas as que são boas...
Isto é, na homilia de sua Eminência, a "limpeza do tecido empresarial" deverá ser conseguida à custa e sob as costas dos trabalhadores, de preferência no desemprego.
É melhor conferir se foi assim que a Espanha cresceu ou se, pela mesma razão, a Alemanha se mantêm na estagnação...
Eminência: será que para alcançar o céu é preciso viver o inferno na Terra?
JD
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