quinta-feira, março 30, 2006

Portugal contratou um advogado para analisar expulsão de portugueses do Canadá

10 Comments:

Anonymous e-pá! said...

Com certeza!
É muito melhor um bom advogado do que o Prof. Freitas...que ultimamente não diz alhos com bogalhos.

Já agora um palpite. Dado o cariz político do governo de lá, melhor seria contratar uma sociedade de advogados experiente (especialista)em "lobbing". Os governos conservadores costumam ser muito sensíveis a isso...

E depois aquela máxima da Direita: menos Estado, melhor Estado. Isto é, despedir o ministro, inscrevê-lo no desemprego ou dar-lhe uma boa reforma e substituí-lo por um bom advogado.
A sociedade civil!

11:09 da manhã  
Blogger frosado said...

eh!eh!eh!

11:23 da manhã  
Blogger Caiê said...

Fátima:
sou mais de arregaçar mangas e cravar dentes do que cantar o sofrido e penado fadinho. Chateia-me muito ver os meus compatriotas a culpar tudo e todos em vez de fazerem (ou já terem feito) alguma coisa por si. Esperam sempre por um D. Sebastão salvador (o Estado português, neste caso).

3:42 da tarde  
Anonymous e-pá! said...

Bem.
A visita ao Canadá do Ministro português causa bastante incómodo ao governo canadiano. É o borregar da diplomacia. Vai originar um endurecimento das autoridades de emigração canadianas. É um tiro no pé.
Mas coitado o nosso MNE é, tão somente, um professor de Direito.
Os emigrantes portugueses ilegais no Canadá mereciam melhor sorte. Pode ser que o advogado a contratar seja melhor. O que é fácil.
Entretanto, o conselheiro para os assuntos sociais da Embaixada de Portugal no Canadá, está de regresso a Lisboa. Freitas considerou-o desnecessário. Tenho uma "solução". Colocá-lo no aeroporto da Portela a receber os deportados. Um mero "movimento diplomático"...

7:50 da tarde  
Blogger Desambientado said...

Acho muito bem.
Seria importante começarmos a perceber se um americano ou um canadiano naturalizado portguês, ou com dupla nacionalidade, se quando comete um crime se perde ou não a nacionalidade portuguesa. Se não, então porque razão é válido o contrário....só porque nunca arranjaram um papelinho?

8:09 da tarde  
Blogger Rui Coutinho said...

Seria bom ver o que o bom povo português diz e pensa dos "gajos que vêm de leste".
O curioso é que nós vamos para oeste do rectângulo fazer o mesmo.
Resta saber se o problema é de pontos cardeias ou, pelo contrário, do eterno chico espertismo.

12:34 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Muito bem o comentátio de RC.
Atente-se que a lei Portuguesa, em relação à emigração, é muito mais dura do que a Canadiana, mas como ninguém cumpre...

1:39 da tarde  
Blogger Caiê said...

Não conheço nenhum país que seja brando com os imigrantes (nem Portugal nem o Canadá, nem outro onde tenha estado...). Estou para entrar no primeiro.

4:44 da tarde  
Blogger raim said...

Uma imagem para o teu post...
:o)

http://raim.blogspot.com/2006/04/canadian-public-enemy.html

2:37 da tarde  
Blogger Manuel Rivera said...

Depois de todos os comentadores fazerem de conta durante dias que nada estava a acontecer, a viagem do MNE português teve o mérito de chamar (obrigar) a atenção sobre a situação dos nossos compatriotas deportados do Canadá.

Mas à luz do neoliberalismo dominante a análise efectuada tem sido:

1. É um embaraço a visita (auto) convidada do MNE português ao Canadá, dado que este é uma democracia avançada e nós portugueses nunca poderemos pôr em causa uma decisão do governo federal canadiano.

2. A lei aplicada no Canadá é muito melhor que a lei correspondente da República Portuguesa. Portanto, qualquer crítica é injusta, hipócrita e inútil.

3. As expulsões são legais e correctas. A pior coisa é aceitar o não respeito pelas regras, incentivando uma cultura de irresponsabilidade.

4. Os agora deportados sabiam há muito que estavam ilegais, apenas utilizaram toda a espécie de expedientes (incluindo os mais ridículos) para adiar algo inevitável.

5. O recurso ao estatuto de refugiado político, além de absurdo, é um insulto ao Portugal moderno onde obviamente ninguém é perseguido.

O que aparentemente e sublimarmente está expresso nestas opiniões:

1. O MNE português involveu-se numa parte de Portugal que era melhor deixar escondido: a existência de massas de trabalhadores migrantes, sem a sofisticação necessária para o Portugal moderno destes comentadores, gente de terceira classe (como diria Rodrigues Migueis), só com a quarta classe, boa apenas para enviar remessas em divisas, alvo fácil de todas as críticas estéticas. O Canadá pertence aquele capítulo das nações desenvolvidas (tipo "sol na terra") que são intocáveis e em quem estes comentadores gostariam de ter nascido (e não neste cantinho à beira-mar plantado); logo criticá-lo é tirar argumentos a quem desvaloriza tudo o que é português, no objectivo de conseguir implementar cá a sua agenda de modernização (leia-se flexibilizar todos os contratos laborais, que não os seus, por exemplo)
.
2. Nunca referem onde a lei portuguesa é pior que a lei canadiana. Será que estão a ser expulsos famílias ucranianas instaladas em Portugal há dezenas de anos com negócios legais instalados, casas construidas e filhos nascidos em território nacional? ou será que é exigido aos candidatos à legalização exames de de competência linguística e literária em português e mirandês (ambas linguas oficiais da República Portuguesa?

3. O respeito literal pela lei canadiana nunca foi posto em causa. A questão é saber se é humano avisar com cerca de uma semana de avanço familias com a vida instalada (e com tudo o que isso significa em custos humanos e emocionais), e se é justo expoliar contribuintes de anos após anos das suas contribuições para a segurança social canadiana e para o bolo fiscal canadiano. Porque tal independentemente se é letra da lei ou não torna o canadá e cada canadiano, por mais involuntariamente e inconscientemente que seja, um receptor de um roubo efectido concretizado com uma ordem de deportação aparentemente legal.

4. Os deportados sabiam que não estavam absolutamente legais, mas como poderiam saber que estavam absolutamente ilegais (ou seja, que iriam ser inevitavelmente expulsos) se os seus impostos eram aceites, se as sua contribuições para a segurança social canadiana eram aceites, se os seus filhgos nasciam canadianos e iam a escolas canadianas, se a sua força de trabalho erguia as casas onde vivem os canadianos, se a riqueza que criavam contribuia para a riqueza total da nação canadiana? Como poderiam saber que os expedientes utilizados, muitas vezes por mero desespero, seriam totalmente ilegítimos se lhes eram apresentados como alternativas viáveis pelos únicos canais de apoio que possuiam, dado que os consulados portugueses não proporcionavam nenhuma espécie de apoio?

5. Foi realmente com a itenção de insultar Portugal (aquele Portugal que lhes deu tantas condições para construir um futuro, por redução ao absurdo) que os agora deportados solicitaram o recurso ao estatuto de refugiado político ou o que é verdadeiramente absurdo e anti-Portugal é por inexistência de apoio oficial às nossas comunidades emigrantes existam portugueses que não têm mais nenuma opção que recorrer aos mesmos recursos que os nacionais das nações mais desesperadas da Terra? ou melhor, que comentadores, que aparentemente ainda são portugueses, insultem e desprezem assim compatriotas seus, não será tal a verdadeira vergonha a apontar?

Concluindo, António Vitorino, Jose Manuel Fernandes e outros é que não merecem o nome de portugueses, isso é se alguma vez o quiseram ter. Como possivelmente detêm competências linguísticas avançadas em inglês e francês, bem como um curso superior, sugiro que iniciem um processo de emigração para o Canadá, seguido imediatamente de uma solicitação de naturalização sem dupla nacionalidade.

E que a única recordação Portugal seja o prémio "Miguel de Vasconcelos" por mérito evidente.

http://republicadosiguais.blogspot.com/

11:10 da tarde  

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