terça-feira, março 21, 2006

Apesar da crise, das infiltrações, da queda do estuque da sala de operações, da guerra do Iraque

Está aí, inexoravelmente, o Equinócio da Primavera e simultaneamente o dia da poesia. Por tudo isto justifica-se:
TEMPO DE NÂO
Exausta fujo as arenas do puro intolerável
Os deuses da destruição sentaram-se ao meu lado
A cidade onde habito é rica de desastres
Embora exista a praia que sonhei
Sofia De Mello Breyner

4 Comments:

Anonymous e-pá! said...

Não resisto a postar um poema de Armando David que, passando pela guerra, termina na volúpia insensata e fútil dos portugueses:

"O campo de batalha coberto de encarnado
a lividez da morte no rosto dos vencidos;
corpos alquebrados, contorcidos
pelo supremo esforço consumado.

Dor e desolação. Morte na alma;
a guerra é implacável no ódio e na ambição.
Ruínas deixa e, a destruição
rouba ao humano a paz e doce calma.

Mas, no meio deste cena sangrenta
em que o desgosto, o suor e o pó
tudo entristece e cobre de dó
e põe a nu a trágica tormenta;

Indiferente ao choro que fica,
uma voz se eleva por fim
dizendo, altiva, vibrante, qual clarim:
- Viva o Benfica !"

Armando David

10:58 da manhã  
Blogger Caiê said...

Sophia... :)

9:51 da tarde  
Blogger aprendiz de viajante said...

Muito engenhoso este post!

Gostei!!!

1:13 da manhã  
Blogger Desambientado said...

Vim aqui agradecer o poema.

4:41 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home