quinta-feira, março 23, 2006

É pena que seja assim

Será que entre nós, se faz quase tudo, sem qualquer fundamentação científica? Ou será que as Universidades, por sua vez, também não têm preocupações pragmáticas?

4 Comments:

Blogger Rui Coutinho said...

Isto revela, por um lado, a qualidade dos nossos empresários e, por outro, o excesso de universidades neste país.
Se o Governo financiar os projectos (o que significa mão-de-obra barata), as empresas "acolhem" os recém licenciados, caso contrário, não interessam. Conclusão, temos as melhores empresas do mundo e um crescimento de 15% ao ano.
Quanto às universidades, e entes de mais, que o seu papel principal não é serem centros de formação profissional. Devem ter uma visão muito mais universal do saber.
O problema é que nós temos uma oferta excessiva que para pouco servem. Em muitas faculdades proliferam os cursos ditos tradicionais que já saturaram o mercado.
Conclusão: uma vez que não nadamos em dinheiro, há que escolher quais cursos e para onde. Caso contrário, as nossos universidades nunca irão longe.
Compara-se o orçamento das universidades estrangeiras com o das nossas (caso do mecenato nos EUA). Os nossos empresários não são mecenas ou, a sê-lo, favorecem apenas as "gatas" do Brasil e do leste europeu.

10:28 da manhã  
Blogger Caiê said...

Concordo que as universidades não devem ser centros de formação profissional, como muitos gostariam que fossem. A ideia em si é ridícula.
Mas o que também não devem fazer é fechar-se à comunidade e viver sobre si próprias, em bolha. Isso só as prejudica, porque passam a viver em esterilidade (é o que acontece no interior de toda e qualquer bolha).
Quanto às empresas, estamos ainda muito longe da célere economia mercantil e do marketing feroz achar que pode lucrar algo com a experiência académica, que os empresários vêem como pó que os faz tossir... cof cof!
Há culpas de parte a parte.

1:00 da tarde  
Blogger Abibir said...

Fico um pouco pasmado com estes comentários. Será que as universidades só servem para formar professores que se autoperpetuam assexuada e infinitamente?

10:49 da tarde  
Anonymous e-pá! said...

As Universidades em Portugal são praticamente irreformáveis. Tenho dúvidas se já assimilaram o espírito da Reforma (Pombalina) de 1772. A Universidade continua pejada de fantasmas ... jesuítas ou pensamentos neo-jesuíticos. Depois do 25/04, abriram-se não à democratização do ensino mas ao negócio e pejaram o País de "capelas". A situação que hoje vemos explodir em França tem um terreno propício para poder vir a enxertar-se em Portugal. As "capelas" produziram licenciados para um País imaginário (virtual). Vagueiam pelo ensino secundário sem rumo nem estabilidade ou penam no desemprego.
Entretanto parte significativa do sector empresarial português "dispensa" os conhecimentos técnicos e científicos que a Universidade ensina e, tem horror, à investigação. O que não deixa de ser outra atitude (empresarial) eivada de contornos... jesuíticos.
Por isso, temos o menos qualificado grupo empresarial europeu.

Com tanta atitude "jesuítica", de parte a parte, é de esperar pouco em avanços tecnológicos mas muito em termos de subdesenvolvimento e estagnação económica.

O que fazer? Talvez orar...

2:57 da manhã  

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