domingo, outubro 26, 2008

Jerusalém, de Gonçalo M. Tavares no CCB

"Se eu te esquecer, Jerusalém, que a minha mão direita esqueça a sua destreza. Que a minha língua se pegue ao meu palato se eu não te recordo, se eu não elevo Jerusalém acima da minha maior alegria." (Salmo 137:5)
O Teatro O Bando regressa ao CCB, desta vez adaptando aos palcos o romance Jerusalém de Gonçalo M. Tavares. De 23 de Outubro a 2 de Novembro na Sala Prado Coelho.
Vá ver, trata-se de bom teatro e de boa literatura.

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segunda-feira, abril 14, 2008

"A Gorda - Fat Pig", do dramaturgo norte-americano Neil LaBute.

É uma peça com uma temática absolutamente actual, que fala dos preconceitos, com uma linguagem dura, muito bem representada. Gostei de todos os actores, em especial do jovem actor Carlos António (Castro). Prestem-lhe atenção!

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sábado, fevereiro 02, 2008

Antígona, representada na Barraca (com Zeca Medeiros)

Tragédia escrita por Sófocles (441 a.c.)
Segundo o Mito, Antígona, é filha de Édipo e Jocasta. Deste casamento incestuoso (filho/mãe) nasceram mais três filhos, Ismena, Eteoclés e Policices. Quando Édipo descobriu que a profecia de Tirésias, de que mataria o pai e casaria com a mãe se cumprira, auto-mutila-se, cegando-se. Depois disto é abandonado pelos seus filhos homens, que também o expulsam da cidade, obrigando-o a levar uma vida de cego errante. Só as filhas lhe permanecem fiéis. Antígona serve-lhe de guia e acompanha-o até à morte, em Colono. Ao regressar a Tebas nova desgraça a espera- os irmãos guerreiam-se pela posse do trono e acabam por morrer. O trono é agora ocupado pelo irmão de Jocasta, Creonte, que colocando-se ao lado de um dos sobrinhos, Eteoclés, decreta que este tem direito a ritos funerais e Polinices, considerado inimigo de Tebas , não poderá sequer ser sepultado. Antígona rebela-se contra o édito promulgado pelo rei e defende que o dever de enterrar os mortos, é uma lei absoluta, vinda dos deuses, mais forte que qualquer lei feita pelos homens e manda celebrar ritos funerários, embora modestos, em honra de Polinices. Creonte é informado do desrespeito do édito e de que a sua autoridade fora colocado à prova por Antígona. Não aceita a desobediência e ordena que lhe seja dado um castigo exemplar: é condenada a ser encarcerada viva nas catacumbas dos seus antepassados. Ismênia tenta defender a irmã e oferece-se para morrer no lugar dela. Antígona não aceita, e suicida-se. Hêmon, seu noivo e filho de Creonte, ao saber da morte dela, suicida-se junto do cadáver. Eurídice, esposa de Creonte, desesperada, perante a perda do filho, suicida-se também.
É este enredo que serve de inspiração a Sófocles para uma das mais belas tragédias de todos os tempos. Antígona, representa o valor da lei, mas da lei eterna e imutável, vinda dos deuses, mas também o valor da piedade para com os mortos e para com o acompanhamento familiar dos mais velhos e dos doentes.
Tenho muitas e boas razões para ir ver esta peça: gosto de teatro, gosto especialmente desta tragédia, gosto do elenco dos actores e não posso perder a oportunidade de ver o Zeca Medeiros a fazer de Creonte e por fim (uma razão sentimental), Maria Helena da Rocha Pereira, foi minha Professora em História da Cultura Clássica e foi a primeira cadeira que fiz na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Lá estarei, um dia qualquer do próximo fim de semana.

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segunda-feira, abril 02, 2007

A Ilha do Arlequim (de novo) e Zeca Medeiros

Foi com uma emoção muito grande (partilhada por todos presentes) que assistimos à projecção do Doc-Filme, realizado pelo Zeca Medeiros e chamada a Ilha de Arlequim, no Foyer do Teatro Nacional de D. Maria II. Já tinha aqui abordado a extraordinária, mágica e surpreendente História, feita de coincidências, altamente significativas, para todos aqueles que amam o Teatro (incluindo os os elementos do Piccolo Teatro di Milano) e que deu origem a este trabalho. Vale a pena ver. Do Zeca já se conhece a qualidade e o talento, mas não posso deixar de referir a interpretação fabulosa dos elementos do Teatro de Giz, do Faial, que sendo amadores, são uns brilhantes intérpretes.

PS- Atenção RTP, este trabalho merece ser seleccionado para concursos Internacionais. Digo eu, na minha inocência!

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terça-feira, março 27, 2007

Dia do Teatro - "A Tragédia de Júlio César"

Hoje é dia mundial do Teatro. Há em cena várias eventos para celebrar a efeméride. Aconselho uma ida ao S. Luís e assistir à representação da peça "A Tragédia de Júlio César". É um momento único, de bom teatro, vale a pena ir ver e ouvir o actor Nuno Lopes, no papel de Marco António, na apologia a Júlio César. O Nuno Lopes, apesar de ainda ser jovem, revela-se já um grande actor. Também está anunciada uma homenagem, mais do que merecida, na Câmara Municipal de Cascais, a Maria do Céu Guerra!

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